Quarta-feira, 26 de Julho de 2006
Puxa pelos miolos Portugal!
Canadá: Ora cá ando na McMaster a tentar colar pontas soltas em cima do joelho. Tal Lei de Murphy , os problemas com os computadores agravam-se e os meus cálculos congelam sem eu perceber bem porque. Bom, saber até sei – estou a puxar a máquina até aos limites! E como não sou o único a usá-la, e esta só tem um processador (mesmo sendo dual-core ), aquilo não se aguenta e às tantas farta-se e trata de deitar pró lixo o meu trabalho. Estamos a falar de cálculos que por vezes demoram dias (o meu recorde está nos 5 dias). No campo da vidinha do dia-a-dia, isto de estar num país multicultural tem coisas engraçadas. Ao nível gastronómico, por exemplo: para além das típicas panquecas com xarope de ácer , podem-se ensaiar milhentas variedades de produtos. Assim, fruto das minhas idas ao Jumbo cá do sítio, já experimentei Kefir (um tipo de iogurte liquido), leite de arroz, comida Kosher (mesmo as sopas Knorr são abençoadas pelo Rabi!) e até mesmo pão iraniano (um tipo de pão chato e longo – ver foto). E - espantem-se agora – até papo-secos aqui encontrei! Enfim eu cá sou dos que gosta de ir ao restaurante e escolher a comida mais estranha no menu (desde que não tenha experimentado antes e naturalmente, dentro dos limites razoáveis – não me vou por a comer escorpiões assados na brasa ou carne de cão salteada com batatas, por exemplo!).

Franca: De Franca, uma boa notícia. O Pierre diz-me que em Setembro vai-se mudar para Paris. Vai trabalhar para a Universidade Paris 13, que fica próximo de Saint-Denis (na capital francesa as univs contam-se assim, às mãos cheias!). Ele até já andava a pensar voltar outra vez para o Lancashire – safa, não facas isso! Bonne chance, l’ami !

 
Portugal: Pelos vistos andam a fazer umas demonstrações de fuga de cérebros no aeroporto da Portela que é para ver se o pessoal acorda. Depois vem o Cavaco dizer que já há esforço por parte dos empresários – isto porque o Roquette comprou uma máquina três-em-um para a linha de pintura da fábrica de componentes automóveis. Pois...quero ver o que fazem com isso se a Auto-Europa sair de Portugal! Mas a estas compras de nova máquinas chama-se modernização não inovação! Tás a ver Roquette , compras o três-em-um mas o dinheiro vai pró estrangeiro provavelmente pra algum alemão ou japonês que detém a patente mundial. Não chega modernizar é preciso saber pensar novas formas de fazer, desenvolver a propriedade intelectual e concretizá-la em produtos de sucesso. Isto é que é inovação! Comprar máquinas só traz mais eficiência mas nenhuma mais valia acrescida em termos de portfólio de produtos únicos, que se distingam pela originalidade e por criarem novos mercados. Fazer melhor e mais rápido também os chineses o vão fazer dentro de uns poucos anos! A questão está no que é que podemos oferecer não só de melhor mas de original, não só made in Portugal” mas sobretudo DESIGNED IN PORTUGAL”! A corrida centra-se na propriedade intelectual e, logicamente, quem tem os criativos, os pensadores, aqueles que inventam, tem muito mais hipótese de ganhá-la!
 
Mas talvez o que o país quer é ser uma mega-reserva de turismo para reformados europeus. Boa Portugal, continua assim que vais longe!


publicado por pmfjcosta às 01:25
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