Domingo, 23 de Julho de 2006
Toronto
O calor húmido continua e os canadianos andam irritados com o PM porque este está demasiado colado à retórica da Casa-Branca.
 
Na sexta fui ao teatro – pois é, sempre se passa qualquer coisa por aqui. Os alunos da McMaster University organizam todos os anos um festival de teatro estival e assim fui ver “Two Gentlemen of Verona”, do Shakespeare. Naturalmente, nada de muito sofisticado ou de altíssima qualidade. Valeu pela paisagem, foi ao ar livre. Mau foi que levei para casa umas mordidas de melgas!
 
No sábado, fui fazer a minha segunda passeata a Toronto. Da outra vez, por falta de tempo, não tinha visto tanto quanto isso da cidade. Cheguei a “Toronto, The Good”, assim lhe chamam os locais, pelas 10 da manha depois de uma hora de autocarro com partida de Hamilton. A primeira coisa que fiz foi tentar, novamente, ir ao topo da torre CN. Desta feita pude subir pois não estava tanto vento como há cerca de um mes atrás. Segundo dizem, esta é a torre mais alta do mundo (free-standing structure) com 553 m de altura (http://en.wikipedia.org/wiki/CN_tower). A cerca de 330 m do solo, eles tem uma sala com chão de vidro sobre o qual nos podemos passear! Para quem tem vertigens é fortemente desaconselhado! Acima deste andar tem o “sky-pod” a uns tremendos 450 m do solo. Infelizmente, o dia estava chuvoso e por isso não deu para ver Rochester nos states ou as Cataratas de Niagara (sim, parece que se podem ver num dia claro, muito claro!). Depois da torre fui até à destilaria da cerveja “Steam Whistle” para ver como eles produzem cerveja por estas bandas. Nada de muito diferente do que já tinha visto em Amesterdão ou Inglaterra ou mesmo Portugal.
 
Com isto decidi ir até a beira-mar (ou beira-lago!) e ver a zona do Waterfront. É bonita mas está dominada por tremendas torres residenciais de 20-30 andares cada. Mesmo em frente tem umas pequenas ilhas que protegem o porto das intempéries marinhas e francamente, fazem deste conjunto um lugar bem agradável. Não fui as ilhas porque entretanto começou a chover. Refugiei-me numas tendas de comes-e-bebes para almoçar um prato típico do Equador (tive sorte, havia um festival de artes e cultura latino-americana ali no Waterfront). Depois disto visitei o centro de artes onde assisti a um show de tango argentino. E não tive de pagar, cheio de sorte, não? Pois... no final, dei por mim sem a minha máquina fotográfica! Procurei na sala, andei a correr entre os achados-e-perdidos, segurança, etc. mas ninguém tinha visto nem sabia de nada! Eu estou desconfiado que foi quando andei nas barraquinhas de comida. Aquilo estava cheio de gente e durante o tempo que estive a espera para fazer a ordem e pagar ainda levei uns toques. Alguém deve ter-se aproveitado e levou-me a máquina. Sacanas! May you burn in hell, you sad little %£*$! Toronto é suposto ser uma cidade segura! Que isto se passasse em Hamilton ainda é como o outro, mas em Toronto! Resultado: fiquei sem as minhas fotos do dia (CN tower, destilaria, etc) e, de ora em diante, não há mais fotos novas (pelo menos até ao fim da viagem).
 
Obviamente, isto estragou-me o dia todo. Ainda andei mais umas horas a visitar ruas e ruelas, jardins e museus. Nota de curiosidade: Toronto tem a rua mais longa do mundo, a “Yonge Street” (http://en.wikipedia.org/wiki/Yonge_Street).
 
Voltei de novo ao centro de artes mas nada tinha sido visto ou relatado! Bruxo! Pois..até amanha. 

sinto-me:

publicado por pmfjcosta às 17:14
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