Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006
Um novo sensei: Nakagawa-san
Há uns dias sentimos em Tsukuba o toque leve de um tufão que passava perto da costa leste do Japão. Dia e meio de chuva pesada e vento rodopiante que inundou todos os campos em redor. Depois das primeiras árvores se terem despido dos verdes fatos de Verão, seguem-se agora as restantes. Estas fazem-no de uma forma mais vistosa transformando-se num manto colorido, tipicamente outonal, escarlate pontilhado de amarelos e castanhos. Na verdade, trata-se de um atractivo turístico do Japão, com autênticas romarias anuais feitas ao cume de montes com vista para extensas florestas cor-de-fogo. Aqui, do meu flat no quarto andar, consigo ver umas poucas manchas coloridas mas nada que se compare com algumas das imagens de regiões mais a Norte que tem mostrado na televisão.
Finalmente tive as minhas primeiras aulas de japonês. O nosso professor (sensei Nakagawa) é um cinquentão simpático, fala um bom inglês e tem um sorriso espontâneo, desinibido, algo raro nos japoneses. Com isto, as primeiras aulas correram bem. Duas horas por sessão e, até agora, limitámo-nos a expressões de uso quotidiano, de aprendizagem fácil. Assim, já sei apresentar-me, falo umas frases-chaves e posso dizer os bons-dias a quem encontrar. Claro que, se responderem às minhas abordagens linguísticas, fico imediatamente sem resposta pois a minha compreensão é ainda muitíssimo limitada. Com tempo, as coisas vão melhorar, estou certo.
É triste dizê-lo mas o casal de brasileiros da Ninomyia House partiu para Inglaterra. Que bons ventos os levem e que tenham muito boa sorte por Terras de Sua Majestade. Deixaram-me uma série de folhetos turísticos que acho que me vão ser bastante úteis para explorar a região de Ibaraki. Por enquanto, tenho-me restringido nas minhas andanças pois isto de fazer turismo no Japão e caro e eu ainda não estabilizei “finance-wise”. Pois que isto de mudar de país, andar a comprar coisas para a casa, pagar depósitos para tudo e mais alguma coisa, etc. deixa uma pessoa um tanto ou quanto limitada em termos económicos. Mas enfim, é uma questão de deixar passar estes primeiros dois meses. Depois terei mais tempo e dinheiro para poder andar às voltas por aqui e além.


publicado por pmfjcosta às 14:12
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